Tu que nas margens do lago



Tu que nas margens do lago

C. Gabarain

1. Tu que nas margens do lago / não buscaste nem sábios nem ricos,
mas só quiseste que eu Te seguisse:

Senhor, Tu fixaste meus olhos,
ternamente meu nome disseste.
Nesse lago eu deixei minha barca,
pois em Ti encontrei outro mar.

2. Tu sabes bem o que eu tenho / em meu barco: nem ouro, nem armas,
somente as redes e meu trabalho.

3. Tu, necessitas de mim; / meu trabalho, que a outros descanse;
do meu amor, sinal d’ esp’rança.

4. Tu, pescador de outros lagos, / ânsia eterna daqueles que esperam
um bom amigo que assim nos chamas.

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