Se eu de ti me não lembrar



Se eu de ti me não lembrar

M. Luís

Se eu de ti me não lembrar, Jerusalém,
fique presa a minha língua, fique presa a minha língua.

1. Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar,
com saudades de Sião.
Nos salgueiros das margens,
dependurámos nossas harpas.

2. Aqueles que nos levaram cativos
queriam ouvir os nossos cânticos,
e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».

3. Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor,
em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita.

4. Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a maior das minhas alegrias.